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Presidente da Câmara de Araruama é alvo de buscas por suspeita de mandar matar dono de farmacêutica

Crime foi em 2024. Empresário escapou porque o veículo onde estava era blindado.

Presidente da Câmara de Araruama é alvo de buscas por suspeita de mandar matar dono de farmacêutica
Presidente da Câmara de Araruama é alvo de buscas por suspeita de mandar matar dono de farmacêutica (Foto: Reprodução)

O presidente da Câmara Municipal de Araruama, na Região dos Lagos, foi alvo de buscas nesta quarta-feira (22) em um inquérito sobre uma tentativa de assassinato em 2024. A vítima é o dono de uma empresa de medicamentos, que só escapou porque o veículo onde estava era blindado. Segundo a Polícia Civil do RJ, o vereador José Magno Martins, o Magno Dheco (MDB), e o empresário Paulo Roberto Polati de Azevedo são suspeitos de ter encomendado o crime, em uma disputa de licitações.


Ao todo, agentes da 118ª DP (Araruama) cumpriram 5 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal de Araruama. Um dos endereços foi a sede do Legislativo.

O crime

A tentativa de assassinato aconteceu na noite de 17 de agosto de 2024. O empresário tinha deixado um restaurante no Distrito de São Vicente e seguia para o carro quando percebeu a aproximação de pelo menos 2 homens armados.

Ele conseguiu entrar no veículo e trancou as portas. Os criminosos atiraram pelo menos 8 vezes, mas fugiram ao ver que o automóvel era blindado. O empresário nada sofreu, mas, por medo de novos ataques, deixou o país.

O que dizem os envolvidos

Em nota, a defesa de Magno Dheco informou que recebeu a operação com surpresa e que, até o momento, não teve acesso integral aos autos da investigação que motivaram as medidas de busca e apreensão.

Segundo o advogado, o vereador sempre manteve uma postura colaborativa com as autoridades policiais e jamais se recusou a prestar esclarecimentos quando solicitado.
Ainda de acordo com a defesa, há confiança no andamento da Justiça e na apuração dos fatos, que, segundo o comunicado, deverá demonstrar a total ausência de qualquer vínculo de José Magno com o crime investigado.

A Câmara Municipal de Araruama não se pronunciou sobre a operação.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Paulo Polati.

*Com informações do G1

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