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Deputado estadual Thiago Rangel é preso em nova fase da Operação Unha e Carne no RJ

Ação investiga fraudes em contratos da Secretaria de Educação e cumpre mandados em quatro cidades fluminenses

Deputado estadual Thiago Rangel é preso em nova fase da Operação Unha e Carne no RJ
Deputado estadual Thiago Rangel é preso em nova fase da Operação Unha e Carne no RJ (Foto: Reprodução)

Por Letycia Rocha


A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (5), a quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de corrupção envolvendo contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc). Entre os alvos está o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), que foi preso durante a ação.


De acordo com a PF, esta etapa da operação tem como foco investigar fraudes em procedimentos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma vinculadas à rede estadual de ensino. Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão.


As diligências ocorreram nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Até a última atualização, além do parlamentar, outras cinco pessoas haviam sido presas. Os nomes dos demais detidos não foram divulgados.


As suspeitas sobre irregularidades nos processos de compras da Seeduc já vinham sendo investigadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).


Segundo a Polícia Federal, a investigação que resultou nesta fase teve início a partir da análise de materiais apreendidos durante a primeira etapa da Operação Unha e Carne. Na ocasião, o foco era apurar o vazamento de informações sigilosas por agentes públicos.


Ainda na fase inicial, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) chegou a ser preso. A partir do aprofundamento das apurações, novos indícios de irregularidades teriam surgido, levando ao avanço das investigações sobre contratos na área da educação.


A PF informou que os investigados poderão responder por crimes relacionados à corrupção e fraudes em licitações e contratos públicos. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos.

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