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Espaço AfroJazz leva ancestralidade negra ao coração do Festival de Rio das Ostras

Área de Eventos de Costazul receberá as atividades do Espaço AfroJazz, coletivo cultural que promove encontros entre música, artes visuais e moda sustentável

Espaço AfroJazz leva ancestralidade negra ao coração do Festival de Rio das Ostras
Espaço AfroJazz leva ancestralidade negra ao coração do Festival de Rio das Ostras (Foto: Reprodução)

A cultura negra, uma das matrizes que deram origem ao jazz e ao blues, ganhará espaço de destaque durante o Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras. Nos dias 4, 5 e 6 de junho, a partir das 20h, a Área de Eventos de Costazul receberá as atividades do Espaço AfroJazz, coletivo cultural que promove encontros entre música, artes visuais, audiovisual, moda sustentável, empreendedorismo e ancestralidade afro-diaspórica.


A iniciativa reunirá artistas, coletivos, educadores e empreendedores locais em uma programação voltada para a valorização das culturas negras e periféricas. O objetivo é ampliar a representatividade dentro de um dos principais eventos culturais do município e fortalecer a conexão entre o legado histórico do jazz e do blues e as expressões contemporâneas da cultura afro-brasileira.


Reconhecida internacionalmente pelo Festival de Jazz & Blues, Rio das Ostras passa a contar com uma iniciativa que amplia o diálogo entre a música e outras manifestações culturais ligadas à experiência afro-diaspórica. A proposta do Espaço AfroJazz é criar conexões entre arte, educação, sustentabilidade e transformação social, fortalecendo redes criativas e ampliando a visibilidade de artistas e produtores culturais do território.


Inspirado nas raízes afro-diaspóricas que influenciaram diretamente o surgimento do jazz e do blues nos Estados Unidos, o Espaço AfroJazz propõe uma ocupação cultural baseada na memória, na identidade e na criação coletiva. O projeto busca aproximar o público de diferentes linguagens artísticas, promovendo experiências que dialogam com resistência, liberdade e pertencimento.


“O AfroJazz nasce para fortalecer encontros e ampliar narrativas negras na cena cultural da cidade”, afirma a artista visual e produtora cultural Cláudia Falcão.

Além da programação artística, o espaço também funcionará como vitrine para iniciativas ligadas à economia criativa e ao empreendedorismo cultural. A proposta inclui ações voltadas para o reaproveitamento têxtil, produção artesanal, audiovisual, ilustração, artes visuais e formação cultural.


Para a professora Guilhermina, participante da iniciativa, a presença do coletivo no festival representa um movimento de reconhecimento e valorização histórica. “Falar de jazz e blues é também falar das contribuições da população negra para a cultura mundial”, destaca.



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