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Caminhada leva inclusão às ruas de Cabo Frio e reforça combate ao capacitismo

Primeira ação externa da nova secretaria reuniu cerca de 100 pessoas, com apresentações culturais, serviços e defesa de direitos

Caminhada leva inclusão às ruas de Cabo Frio e reforça combate ao capacitismo
Caminhada leva inclusão às ruas de Cabo Frio e reforça combate ao capacitismo (Foto: Reprodução)

“A pessoa com deficiência precisa estar em todos os lugares.” A mensagem da coordenadora técnica Raquel Simas marcou a caminhada promovida pela Prefeitura de Cabo Frio, nesta segunda-feira (21), pelo Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Cerca de 100 pessoas percorreram o trajeto entre a sede do Executivo Municipal e a Praça Porto Rocha em defesa da inclusão e do enfrentamento ao capacitismo.


A mobilização foi a primeira ação externa da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Autismo. Pessoas com deficiência, familiares, profissionais, entidades e moradores participaram da programação, que ampliou o debate sobre autonomia, acessibilidade e igualdade de oportunidades.


Segundo o secretário da pasta, Vanderlei Bento, a ação representa o compromisso da Prefeitura de construir políticas públicas com escuta, presença e participação.


“É preciso pensar em saúde, educação, acessibilidade, autonomia e emprego inclusivo. Queremos que a sociedade veja essas pessoas dançando, fazendo teatro, trabalhando e ocupando os espaços públicos como protagonistas”, disse.


Para a servidora pública Céia Ferreira, responsável por Gabriel Ferreira, de 17 anos, a criação da secretaria representa um avanço para as famílias.


“Uma ação como essa reafirma que eles precisam estar junto à sociedade, participando e exercendo seus direitos. Cabo Frio precisava de uma secretaria como essa”, afirmou.


Arte, serviços e participação


Na Praça Porto Rocha, o público acompanhou o espetáculo teatral “As emoções também fazem parte de mim” e apresentações de dança dos alunos da escola municipal Renato Azevedo. A programação mostrou, na prática, que inclusão também passa pelo acesso à cultura, ao lazer e aos espaços de convivência.


O evento ainda ofereceu atendimentos gratuitos e contou com um estande do Emprego Já. Participaram da iniciativa a Associação das Pessoas com Deficiência de Cabo Frio, a Associação Mães Coragem Pais e Amigos de Autistas (Amac), o Projeto Conviver e Aprender, a APAE, a Prolagos e outros integrantes da rede de inclusão.


Representando a Associação das Pessoas com Deficiência de Cabo Frio, Maria Idalina Araújo de Abreu reforçou a importância de combater o capacitismo.


“A pessoa com deficiência pode produzir, trabalhar e realizar. Somos iguais em direitos e ninguém deve determinar o que podemos ou não fazer”, concluiu.

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