Arraial do Cabo abre segunda edição do Festival Ubuntu
Cerimônia realizada nesta quinta-feira (5), no Centro Cultural Manoel Camargo, contou com apresentações culturais, homenagens e lançamento de exposição. Programação segue ao longo de novembro.
Arraial do Cabo abriu, na noite desta quinta-feira (5), a segunda edição do Festival Ubuntu. A cerimônia foi realizada no Anfiteatro Municipal Miguel Barreto, no Centro Cultural Manoel Camargo, com entrada gratuita e uma programação dedicada à valorização da cultura afro-brasileira, da ancestralidade e da memória. O festival é uma realização da Prefeitura de Arraial do Cabo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.
A solenidade contou com a apresentação da coreografia “Mulheres da Rua”, criada por Suzana Menezes e interpretada por alunas da Oficina de Dança Afro, integrante do Projeto Tecendo Talentos. A programação também incluiu a entrega de homenagens especiais e o lançamento da exposição “A arte de ser”, da artista Dandara Canellas. Ao final, o público participou de um momento de confraternização com buffet afro, valorizando as tradições e expressões culturais.
Participaram da cerimônia o vice-prefeito e secretário de Educação, Diego Silveira; a secretária municipal de Cultura e Economia Criativa, Ingrid Silveira Pendle; a coordenadora do setor de Promoção à Diversidade Cultural, Josimaria Moraes; o advogado Willysson Barboza, coordenador do Centro de Cidadania LGBTI da Baixada Litorânea e coordenador de Juventude da UNEGRO; e Tereza Cunha, representante da sociedade civil.
Para a secretária municipal de Cultura e Economia Criativa, Ingrid Silveira Pendle, o festival representa um importante espaço de valorização da diversidade e de aproximação entre o Poder Público e a sociedade civil. “O Festival Ubuntu nasce e se fortalece com o propósito de criar espaços para a valorização da diversidade cultural, reconhecendo que a cultura se constrói, principalmente, a partir das pessoas e de suas experiências”, afirmou.
A secretária também ressaltou a importância de reconhecer a contribuição histórica da população negra para a formação da sociedade brasileira e fortalecer o enfrentamento ao racismo. “Não há como compreender a cultura brasileira sem reconhecer a centralidade da cultura negra, suas ancestralidades e resistências”, destacou.
Inspirado no conceito africano Ubuntu, que expressa a ideia de que “eu sou porque nós somos”, o festival promove reflexões sobre identidade, ancestralidade, memória e coletividade. A iniciativa integra as atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, e busca ampliar o reconhecimento da contribuição da população negra para a história e a cultura brasileira.
A segunda edição do Festival Ubuntu terá atividades ao longo de novembro, com rodas de conversa, encontros, palestras, apresentações artísticas, oficinas e debates sobre diferentes aspectos da cultura afro-brasileira.
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